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A nova realidade do endividamento brasileiro

  Esta é mais uma reportagem da série Por Dentro do Sistema Financeiro, uma parceria entre o Jornal GGN e a Contraf-CUT que busca analisar por dentro do Sistema Financeiro Nacional * Por Tatiane Correa  Em março de 2026, o Brasil consolidou uma estatística que ultrapassa a frieza dos números para se tornar um drama social: o país carrega um fardo de R$ 557 bilhões em dívidas atrasadas, segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa. Para o cidadão comum, esse montante não é apenas um dado macroeconômico, mas o custo invisível de uma sobrevivência asfixiada. É a angústia de se sentir um “figurante em um filme de prosperidade” que passa nas redes sociais e nos discursos oficiais, enquanto a renda real é sistematicamente drenada por uma engrenagem de juros sobre juros. O que os dados subentendem, contudo, vai muito além de uma simples gestão financeira ineficiente: estamos diante de uma mudança estrutural no perfil e nas causas do endividamento brasileiro. O “Triângulo das Berm...

Escala 6x1 é denunciada no Senado como forma de violência estrutural contra as mulheres

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A Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher (CMCVM) realizou, na última quarta-feira (6), no Senado Federal, audiência pública para debater a escala 6x1 e as jornadas exaustivas como formas de violência estrutural e econômica contra as mulheres. A atividade reuniu parlamentares, pesquisadoras, representantes do movimento sindical e especialistas em políticas de cuidado e saúde do trabalhador. O debate foi solicitado pela deputada federal Luizianne Lins (Rede-CE), autora do requerimento que motivou a audiência pública. Na justificativa do pedido, a parlamentar afirma que a jornada exaustiva “não é apenas uma questão laboral”, mas uma dimensão da violência estrutural que atinge desproporcionalmente as mulheres. O documento destaca que mulheres submetidas à escala 6x1 frequentemente utilizam o único dia de descanso para realizar tarefas domésticas e de cuidado não remuneradas, ficando privadas do direito ao lazer, ao descanso e ao autocuidado. “Para muitas mulheres,...

Candidaturas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições do Economus

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  Terminou na tarde de quinta-feira, 7 de maio, a votação das eleições do Economus, Instituto de Seguridade Social dos funcionários oriundos da Nossa Caixa. Os participantes escolheram seus representantes para os Conselhos Deliberativo e Fiscal da entidade em processo realizado de forma eletrônica desde o último dia 16 de abril. As candidaturas apoiadas pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Barretos e Região, em conjunto com outras entidades representativas dos trabalhadores, saíram vitoriosas no pleito. Para o Conselho Deliberativo, Lucas Passos de Lima foi eleito com 3.597 votos, o equivalente a 50,12% dos votos. Já Rodrigo Franco Leite conquistou uma vaga no Conselho Fiscal com 3.701 votos, alcançando 51,57% da votação. Ao todo, 7.177 participantes exerceram o direito de voto entre os 18.374 eleitores aptos, índice de participação de 39,06%.  Confira o resultado detalhado. Conheça os eleitos Lucas Lima ingressou no Banc...

Empossados os integrantes do Conselho Fiscal da Cabesp

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  No dia 4 de maio, foram empossados oficialmente os membros do Conselho Fiscal da Cabesp sem cerimônia presencial. Os eleitos Wagner Cabanal e Mariângela Lomanto assinaram digitalmente o termo de posse. José Cristiano Massoni Meibach e Elisabete Vaz Gago Prata também assumiram como suplentes no colegiado, bem como os indicados pela Afabesp e Abesprev, Claudanir Regiane (titular) e Arantes (suplente). O Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Barretos e região, à exemplo da Afubesp, reafirma seu apoio aos nomes escolhidos pelos banespianos para essa gestão que acaba de iniciar e também deixa seus agradecimentos ao trabalho de Mario Raia, secretário-geral da entidade, que atuou nas duas últimas gestões do Conselho Fiscal com muito rigor, defendendo e representando fielmente os associados dentro da Cabesp. Entre os indicados, o Santander usou novamente a via judicial para dar posse a nomes que não fazem parte do quadro de associados da Cabesp, após conquistar liminar, r...

Bradesco amplia lucro no 1º trimestre de 2026 enquanto mantém cortes de empregos e fechamento de agências

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  O Banco Bradesco encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões, crescimento de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025 e alta de 4,5% na comparação com o trimestre anterior. O resultado representa o nono trimestre consecutivo de aumento do lucro, segundo relatório divulgado pela instituição. Apesar do desempenho financeiro positivo, o banco manteve o processo de reestruturação, com redução do quadro de pessoal e da rede física. Em doze meses, foram eliminados 3.017 postos de trabalho — sendo 3.131 entre bancários — e fechadas 346 agências, além de 1.053 postos de atendimento (PA e PAE) e 15 unidades de negócios. Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Érica de Oliveira, os números evidenciam a contradição entre os resultados recordes e o impacto sobre trabalhadores e clientes. “Trimestre após trimestre, os números do banco e dos acionistas só melhoram. Para os clientes, vemos cada vez menos agên...

Itaú é denunciado por dificultar afastamento de trabalhadores adoecidos

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  O banco Itaú voltou a ser alvo de denúncias por práticas que prejudicam a saúde de seus funcionários. Segundo relatos apresentados por entidades sindicais, a instituição tem adotado medidas para dificultar o afastamento de trabalhadores em tratamento médico. Após uma série de reuniões com o banco, nas quais foram apresentadas provas consistentes das irregularidades, não houve retorno por parte da empresa. Diante da gravidade da situação, a Contraf-CUT, representando o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Barretos e região (SINTRAFI), enviou ofício ao Itaú solicitando a suspensão imediata das convocações relacionadas à ACL (Avaliação de capacidade laboral) e a realização de exames fora dos prazos previstos em lei. Até o momento, o banco não se posicionou. As denúncias indicam que bancários e bancárias afastados enfrentam obstáculos para dar continuidade aos seus tratamentos de saúde. Entre os principais problemas relatados estão a exigência de múltiplas avaliações,...

“Super Injusto”: Ninguém entende o Super Caixa, nem a Caixa!

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  Em mais um capítulo das falhas que saltam aos olhos referentes aos programas próprios de bonificação e comissionamento da Caixa, a injustiça agora tem a ver com licença-saúde e outros direitos. A regra da Caixa para pagamento do bônus prevê que qualquer ausência, inclusive as previstas por lei – ou por Acordo Coletivo – possam ser descontadas do cômputo para pagamento do Bônus Caixa. No final de abril, os empregados começaram a receber comunicados referentes aos valores pagos a maior no programa, ou seja, que a Caixa não deveria ter pago por conta as ausências. O comunicado é assinado apenas como “equipe Super Caixa”. As ausências ora descontadas são permitidas por lei e por negociação coletiva. “Fica cada vez mais evidente a necessidade de que todo e qualquer programa seja negociado, tenha critérios claros e traga justiça. Receber menos bônus porque ficou doente? Absurdo. Se os representantes dos trabalhadores indicados pelas federações tivessem sido escutados, a própria Caixa...

Funcef fecha primeiro trimestre com desempenho positivo. Planos superam metas

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  Mesmo em um ambiente internacional marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e incertezas sobre inflação e juros nas principais economias do mundo, a Funcef encerrou o primeiro trimestre de 2026 com resultados positivos em seus planos de benefícios, reforçando a resiliência da carteira de investimentos e a estratégia de alocação adotada pela Fundação. O destaque do período ficou com os planos de contribuição definida, que acompanharam o bom momento do mercado acionário brasileiro e registraram desempenho expressivo. No Novo Plano CD, a renda variável teve retorno de 12,91% no trimestre. Já no REB CD, além da forte valorização da renda variável, com 12,40%, o segmento de outros investimentos também apresentou resultado robusto, com rentabilidade de 11,81%. Os números mostram que o bom desempenho não esteve concentrado em um único fator. Segmentos, como renda fixa e imobiliário, também contribuíram positivamente para os resultados, evidenciando uma carteira diversificada e u...

Itaú lucra R$ 12,2 bilhões no 1º trimestre, enquanto segue fechando postos de trabalho e agências

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  O Itaú Unibanco registrou lucro líquido gerencial de R$ 12,282 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) no Brasil alcançou 26,4%, alta de 2,7 pontos percentuais em doze meses, evidenciando a elevada lucratividade do maior banco privado do país. De acordo com o relatório financeiro, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento de 4,5% da margem financeira com clientes, resultado do maior volume de crédito e da ampliação da participação de produtos mais rentáveis, com destaque para crédito imobiliário, consignado privado e linhas voltadas a pequenas e médias empresas. Apesar do resultado positivo, o banco informou que a antecipação do pagamento de dividendos ao final de 2025 gerou impacto negativo pontual no resultado. Leia aqui os destaques completos feitos pelo Dieese Crédito cresce e inadimplência permanece estável A carteira total...

Banco Mercantil registra lucro recorde no 1º trimestre, mas trabalhadores cobram valorização e melhores condições

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  O Banco Mercantil do Brasil (BMB) iniciou 2026 mantendo a trajetória de resultados históricos. No primeiro trimestre do ano, o Lucro Líquido Recorrente Gerencial — que desconsidera efeitos extraordinários — alcançou R$ 273,0 milhões, o maior resultado trimestral já registrado pela instituição. O valor representa crescimento de 13,6% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 0,9% na comparação com o trimestre anterior, consolidando o 14º resultado recorde consecutivo do banco. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) permaneceu em patamar elevado, atingindo 42,7%, embora tenha apresentado redução de 3,7 pontos percentuais em doze meses, movimento explicado principalmente pelo forte aumento do patrimônio líquido da instituição. Leia aqui os destaques completos feitos pelo Dieese Os ativos totais do banco cresceram 37,6% em doze meses e 5,0% no trimestre, chegando a R$ 37,3 bilhões. Já o patrimônio líquido ultrapassou R$ 3,0 bilhões, com alta expressiva de 56,3% no...