Novo VR dos bancários será o dobro da média nacional
O vale-refeição dos bancários terá um novo valor a partir da
conquista obtida na Campanha Nacional 2026: R$ 1.227,23 por mês. O valor é
resultado do reajuste de 4,60%, correspondente à reposição integral do INPC de
3,98% mais 0,60% de aumento real, conquistado pelo Comando Nacional dos
Bancários e pelos Sindicatos na Campanha Nacional deste ano.
Para dimensionar o tamanho da conquista, basta comparar com a realidade do
mercado de trabalho brasileiro. Em 2025, o valor médio nacional do
vale-refeição oferecido pelas empresas era de R$ 649, segundo levantamento da
Pluxee, empresa de benefícios corporativos. Assim, o novo VR dos bancários será
89,1% maior que a média nacional, praticamente o dobro.
Na prática, o benefício representa R$ 14.726,76 por ano para cada bancário,
considerando 12 meses de pagamento.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo
Financeiro de Barretos e Região (SINTRAFI Barretos), Marcelo Martins, os
valores conquistados para o vale-refeição e o vale-alimentação reforçam a
importância de preservar direitos e avançar nas negociações da categoria.
“Os benefícios fazem parte da remuneração e têm um peso importante na vida dos bancários. Garantir valores mais elevados significa fortalecer a capacidade de compra dos trabalhadores e contribuir para que tenham acesso a uma alimentação de qualidade. São direitos construídos com mobilização, participação e negociação coletiva, e que precisam ser permanentemente defendidos. O papel do Sindicato é justamente atuar para que as conquistas da categoria se traduzam em melhores condições de vida e em mais respeito aos trabalhadores”, afirma Marcelo.
Mais dinheiro para alimentação e para o bolso
O vale-alimentação da categoria também será reajustado em 4,60%, passando para
R$ 967 por mês. O valor é 7,4% superior ao da cesta básica calculada pelo
Dieese para São Paulo, garantindo um importante reforço no orçamento dos
trabalhadores.
E há ainda um diferencial histórico da categoria conquistado pelo movimento
sindical bancário: o 13º vale-alimentação, pago ao final do ano. Com isso, o
benefício chega a R$ 12.571 por ano.
Somados os dois benefícios, cada bancário terá R$ 2.194,23 por mês destinados à
alimentação, valor superior ao salário mínimo nacional. No ano, considerando o
13º VA, são R$ 27.297,76, o equivalente a quase 17 salários mínimos.
É um valor que mostra, de forma concreta, como a negociação coletiva pode fazer
diferença no orçamento das famílias. São recursos que ajudam a garantir
alimentação, aliviar despesas domésticas e ampliar o poder de compra dos
trabalhadores.
Conquista que movimenta a economia real
Os benefícios não ficam restritos aos contracheques dos bancários. O dinheiro
recebido em vale-refeição e vale-alimentação é utilizado diariamente em
restaurantes, supermercados, padarias, mercados e outros estabelecimentos,
movimentando o comércio e gerando renda para milhares de trabalhadores e
empresas.
Considerando uma categoria de aproximadamente 450 mil bancários, os R$ 27,3 mil
anuais em benefícios por trabalhador representam um potencial de cerca de R$ 12
bilhões movimentados por ano na economia real.
Resultado da organização e da negociação
coletiva
Os números não surgiram por acaso. São resultado de décadas de organização da
categoria e de uma atuação sindical que transforma reivindicações em direitos.
O reajuste de 2026 foi construído na Campanha Nacional, em que o Sindicato e o
Comando Nacional dos Bancários negociaram com a Fenaban a manutenção e a
ampliação dos direitos econômicos da categoria.
O novo valor do VR e do VA é, portanto, mais do que um reajuste. É resultado da
luta coletiva e um exemplo concreto de como a negociação sindical pode transformar
direitos previstos em acordos em recursos que chegam todos os meses à vida dos
trabalhadores.
Fonte: Seeb/SP, com edição de SINTRAFI Barretos