Contra o capacitismo e pela inclusão, SINTRAFI fortalece luta das pessoas com deficiência

 

Nesta segunda-feira, 21 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, uma data de mobilização pela inclusão, acessibilidade, igualdade de oportunidades e participação plena das pessoas com deficiência em todos os espaços da sociedade.

A data foi definida em 1982 pelos movimentos de pessoas com deficiência e oficializada em 2005, por meio da Lei 11.133. Entre os principais marcos legais da luta está a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), que estabelece direitos e garantias para assegurar condições de igualdade e combater diferentes formas de discriminação.

Apesar dos avanços, os desafios permanecem enormes, especialmente no mundo do trabalho. Dados divulgados pelo IBGE, com base no Censo 2022, mostraram que apenas 29% das pessoas com deficiência com 14 anos ou mais estavam ocupadas, contra 55,8% das pessoas sem deficiência. O rendimento médio do trabalho também era menor: R$ 2.053 para pessoas com deficiência, contra R$ 2.890 para os demais trabalhadores.

No mercado formal, a situação também revela a dificuldade de efetivação dos direitos. Dados da Rais de 2025, compilados pelo Dieese, mostram que apenas 1,27% dos postos de trabalho formal eram ocupados por pessoas com deficiência, enquanto estimativa aponta que somente 23% das empresas cumpriam integralmente os percentuais previstos pela Lei de Cotas.

Inclusão precisa ir além da contratação

Para o SINTRAFI Barretos e região, garantir a inclusão significa mais do que abrir portas para a contratação. É necessário assegurar acessibilidade, condições adequadas para o desempenho das atividades, respeito às especificidades de cada trabalhador e possibilidade de desenvolvimento e ascensão profissional.

“A inclusão das pessoas com deficiência é uma construção permanente que exige mobilização e compromisso para além da contratação. Nossa luta é para que esses trabalhadores tenham assegurado o direito de exercer suas funções com autonomia, dignidade e igualdade de condições, contando com acessibilidade, recursos adequados e o suporte necessário no ambiente de trabalho. É preciso eliminar as barreiras que dificultam a participação em treinamentos, o desenvolvimento profissional e o acesso a promoções, garantindo que todas as pessoas tenham oportunidades reais de construir e avançar em suas carreiras. A inclusão só será efetiva quando os direitos forem respeitados em cada etapa da trajetória profissional e na sociedade como um todo”, destaca o presidente do SINTRAFI, Marcelo Martins.

A questão da inclusão também esteve presente na Campanha Nacional dos Bancários de 2026. Na primeira rodada de negociação com a Fenaban, realizada em julho, entre os temas sociais discutidos estiveram a inclusão de pessoas com deficiência e de trabalhadores neurodivergentes.

A categoria também possui conquistas específicas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho, como o abono de ausência para manutenção ou conserto de equipamentos e tecnologias assistivas, resultado da negociação coletiva dos bancários.

Fonte: SINTRAFI Barretos, com informações de Seeb/SP