Terceira rodada de negociação com o Santander terá saúde como tema central nesta terça-feira (28)
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander
realiza, na manhã desta terça-feira (28), na sede do Sindicato dos Bancários de
São Paulo, a terceira rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários
2026, com a direção do banco. Desta vez, o debate será dedicado ao tema saúde,
considerado um dos eixos prioritários da pauta de reivindicações apresentada
pelos trabalhadores.
Entre as principais reivindicações da categoria estão a manutenção da
assistência médica aos aposentados nas mesmas condições vigentes durante o
contrato de trabalho, a preservação da qualidade dos planos de saúde, limites
para os custos de mensalidades e coparticipação, além da garantia de negociação
prévia com as entidades sindicais antes de qualquer alteração nos benefícios.
A pauta também inclui medidas voltadas à prevenção do adoecimento, como a
realização de análises ergonômicas dos postos de trabalho, a criação de um
grupo paritário para discutir saúde e segurança, ações de combate ao assédio
moral e às metas abusivas, proteção à saúde mental e atendimento às vítimas de
violência no ambiente de trabalho. Outro destaque é a regulamentação do direito
à desconexão digital, garantindo que os bancários não sejam acionados fora da
jornada, salvo em situações excepcionais previstas em acordo.
Os representantes dos trabalhadores também defenderão propostas como licença
menstrual para empregadas que enfrentam dores severas, redução temporária das
metas para empregados que retornam de afastamento previdenciário, fortalecimento
do Fórum de Saúde e Condições de Trabalho e aperfeiçoamento das regras
relacionadas ao retorno ao trabalho após licença médica.
Para a coordenadora da COE do Santander, Ana Marta Lima, a expectativa é que o
banco demonstre disposição para avançar nas negociações. "Esperamos que o
Santander venha para esta terceira rodada disposto a negociar de forma efetiva
e a compreender a importância das reivindicações apresentadas pelos
trabalhadores. Saúde e condições dignas de trabalho não são apenas benefícios, mas
direitos fundamentais. Queremos construir soluções que contribuam para prevenir
o adoecimento, melhorar a qualidade de vida dos bancários e garantir um
ambiente de trabalho mais saudável e respeitoso."
Fonte: Contraf-CUT
