Nota: Novo tarifaço dos EUA ameaça empregos, a indústria e a soberania nacional
A CUT, as demais centrais sindicais e a IndustriALL Brasil
publicaram, nesta quinta-feira (16), a nota “Novo tarifaço dos Estados
Unidos ameaça empregos, a indústria nacional e a soberania brasileira”. As
entidades repudiam a nova rodada de tarifas anunciada pelos Estados Unidos
contra produtos brasileiros e alertam para os impactos da medida sobre o emprego,
a produção e a economia nacional.
“O ataque ameaça empregos, investimentos e o desenvolvimento
industrial, com impactos em todos os setores da economia nacional, atingindo
diretamente milhares de trabalhadores e trabalhadoras”, diz trecho da nota.
Leia a íntegra:
Novo tarifaço dos Estados Unidos ameaça empregos, a indústria nacional e a soberania brasileira
As Centrais Sindicais e a IndustriALL Brasil repudiam a nova
rodada de tarifas anunciada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. O
ataque ameaça empregos, investimentos e o desenvolvimento industrial, com
impactos em todos os setores da economia nacional, atingindo diretamente
milhares de trabalhadores e trabalhadoras. Medidas unilaterais dessa natureza
desorganizam cadeias produtivas, reduzem a competitividade da economia
brasileira e colocam em risco empregos de qualidade.
O argumento econômico não se sustenta. Em 2025, o Brasil
registrou déficit comercial de US$ 7,53 bilhões na relação com os Estados
Unidos. Ou seja, os norte-americanos exportam mais para o Brasil do que
importam do nosso país. Não há desequilíbrio comercial que justifique essa
medida.
Também nos preocupa que a investigação norte-americana tenha
passado a questionar instrumentos e políticas públicas brasileiras, como o PIX.
O Brasil tem o direito de desenvolver soluções próprias e inovadoras para seu
sistema financeiro. Atacar o PIX é atacar a soberania nacional.
Para as Centrais Sindicais e a IndustriALL Brasil, a
política tarifária adotada pelo governo Trump vem sendo utilizada como
instrumento de pressão política e econômica para ampliar os interesses
estratégicos dos Estados Unidos em diferentes regiões do mundo. O Brasil,
detentor de minerais críticos, grandes reservas energéticas e uma indústria
estratégica, não pode ser alvo desse tipo de chantagem comercial. Além disso,
as referências à política interna brasileira durante o anúncio das medidas
reforçam que a decisão ultrapassa a esfera comercial e assume caráter político.
Por isso, defendemos que o governo brasileiro mantenha o
diálogo e as negociações, sem renunciar aos interesses nacionais, da autonomia
de suas instituições e da soberania do país e, ao mesmo tempo, atue para
continuar a abrir novos mercados para nossos produtos.
Continuaremos mobilizados na defesa da soberania nacional,
da democracia, da indústria brasileira, do livre e justo comércio
internacional, dos empregos de qualidade e de um projeto de desenvolvimento que
fortaleça a produção, gere renda de qualidade e valorize o trabalho.
São Paulo, 16 de julho de 2026.
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil)
Sônia Maria Z. da Silva, presidente da NCST (Nova
Central Sindical de Trabalhadores)
Antônio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos
Brasileiros)
Nilza Pereira Almeida, secretária-geral da Intersindical
Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor
Aroaldo Oliveira da Silva, presidente da IndustriALL Brasil
Fonte: CUT
