Movimento sindical cobra do Banco do Brasil solução para o custeio da Cassi
Na manhã da última sexta-feira (3), representantes das
entidades do funcionalismo do Banco do Brasil e integrantes da Comissão de
Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniram na sede da
Anabb, em Brasília, para alinhar a estratégia da negociação com o banco sobre o
custeio da Cassi.
O encontro ocorreu após a Diretoria da Cassi encaminhar uma correspondência às
entidades e ao Banco do Brasil alertando para a necessidade urgente de uma
solução que mantenha as contas da Caixa de Assistência em conformidade com as
exigências financeiras e regulatórias.
Diante do cenário, houve consenso entre as entidades de que seria necessário
reforçar ao banco a importância de um aporte emergencial de R$ 580 milhões,
garantindo recursos imediatos para preservar o atendimento aos associados.
Também foi defendido o adiamento da cobrança da primeira parcela do
adiantamento do 13º salário para o fim de 2027.
Banco vê proposta com bons olhos
No período da tarde, foi instalada a mesa de negociação
entre representantes do Banco do Brasil e das entidades. Na abertura da
reunião, o negociador do banco fez um resgate das discussões realizadas no
encontro anterior, em 23 de junho, e afirmou que a instituição vê de forma
positiva a proposta de um aporte.
O representante do banco ponderou, no entanto, que a antecipação do 13º
salário, isoladamente, não seria suficiente para solucionar o problema de
desenquadramento do capital regulatório da Cassi. Também reforçou a necessidade
de que qualquer proposta seja submetida à consulta ao corpo social.
Na sequência, o presidente da Cassi, Claudio Said, explicou os motivos da
correspondência encaminhada às entidades e ao banco no dia anterior.
Segundo ele, a comunicação representa o dever de diligência da diretoria da
Caixa de Assistência em informar aos patrocinadores — Banco do Brasil e
associados — sobre a situação financeira da entidade e as possíveis
consequências caso não haja ingresso de novos recursos no Plano de Associados.
Claudio Said também destacou que o tema foi registrado em ata na última reunião
do Conselho Deliberativo da Cassi, reforçando a necessidade de dar ciência às
partes sobre a gravidade do momento.
Entidades defendem aporte imediato
Durante a negociação, a coordenadora da mesa pelas
entidades, Fernanda Lopes, reiterou que há consenso entre as representações dos
funcionários quanto à necessidade de um aporte imediato de R$ 580 milhões por
parte do Banco do Brasil, além da postergação da cobrança da primeira parcela
do adiantamento do 13º salário para 2027.
De acordo com Fernanda, essas medidas permitiriam que associados, banco e Cassi
construíssem, ao longo dos próximos meses, os termos da consulta ao corpo
social, preservando a sustentabilidade da Caixa de Assistência.
A dirigente também defendeu que a recomposição das reservas siga a proporção de
70% de participação do banco e 30% dos associados, conforme previsto na
legislação vigente.
Outro ponto apresentado foi a possibilidade de elaboração de um memorando de
entendimento, ou documento equivalente, a ser firmado entre as entidades e o
banco para registrar os compromissos assumidos durante a negociação e orientar
tanto a realização dos aportes quanto a consulta aos associados, sempre
observando o princípio da boa-fé negocial.
Banco dará resposta em breve
Ao final da reunião, o negociador do Banco do Brasil
informou que a instituição acolhe positivamente a proposta apresentada pelas
entidades, mas que ainda necessita de tempo para avaliar seus impactos.
Ele ressaltou que, embora a divisão do custeio em 70% para o banco e 30% para
os associados esteja prevista na Resolução CGPAR nº 52, alcançar esse patamar
representa um desafio para a empresa neste momento.
Por fim, o representante do banco comprometeu-se a apresentar um retorno em
curto prazo, diante da urgência da situação enfrentada pela Cassi, e informou
que uma nova data será marcada para a apresentação de uma resposta definitiva
às reivindicações das entidades.
Fonte: Contraf-CUT
