Em Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, Sindicato faz alerta sobre o adoecimento da categoria bancária

 

Celebrado em 27 de julho, o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho chama a atenção para a importância da promoção da saúde e da segurança nos ambientes laborais. Embora não tenha sido instituída por lei federal, a data é reconhecida há décadas por órgãos públicos, entidades de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), sindicatos e instituições de pesquisa como um marco da prevenção de acidentes e doenças ocupacionais no Brasil.

A origem da data remonta a 27 de julho de 1972, quando o então Ministério do Trabalho publicou as Portarias nº 3.236 e nº 3.237. As normas instituíram o Programa Nacional de Valorização do Trabalhador, determinaram a implantação dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) nas empresas enquadradas na legislação, estimularam a formação de profissionais da área e inauguraram uma nova etapa das políticas públicas voltadas à prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Anos depois, em 1978, a Portaria nº 3.214 consolidou esse processo ao aprovar as primeiras Normas Regulamentadoras (NRs).

Para o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Barretos e Região (SINTRAFI), a data também é um momento de denunciar a realidade vivida pela categoria. Dados do DIEESE mostram que os transtornos mentais são hoje a principal causa de afastamentos de bancárias e bancários pelo INSS. Em 2024, eles responderam por 52,9% dos afastamentos no Brasil, 51,8% no estado de São Paulo. As doenças osteomusculares, como LER/DORT, aparecem na sequência, representando 17,3% dos afastamentos no país, 18% no estado.

Para o presidente do SINTRAFI Barretos e Região, Marcelo Martins, a prevenção de acidentes deve considerar todos os fatores que colocam em risco a saúde dos trabalhadores, incluindo aqueles relacionados à organização do trabalho.

"Hoje, falar em prevenção é reconhecer que o adoecimento mental está diretamente ligado às condições impostas pelos bancos. Metas abusivas, pressão permanente, assédio moral e excesso de trabalho comprometem a saúde e afastam milhares de bancários de suas atividades. É preciso que as instituições financeiras assumam seu papel na construção de ambientes mais equilibrados, onde o respeito e a valorização das pessoas estejam acima dos resultados."

O Sindicato reforça que seguirá atuando na defesa de melhores condições de trabalho, do combate ao assédio moral, da prevenção de doenças ocupacionais e da valorização da saúde física e mental da categoria, especialmente neste momento de Campanha Nacional dos Bancários. O tema da saúde tem sido destaque nas mesas negociais com os bancos e seguirá na pauta do Sindicato permanentemente.

Fonte: Seeb/SP, com edição de SINTRAFI Barretos