COE cobra avanços em direitos na primeira negociação específica com o Santander
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander
realizou, na tarde desta terça-feira (14), na sede da Contraf-CUT, em São
Paulo, a primeira mesa de negociação da pauta específica da Campanha Nacional
dos Bancários 2026 com o banco.
Na abertura dos trabalhos, a coordenadora da COE, Ana Marta Lima, reafirmou que
o objetivo do movimento sindical é preservar as conquistas do atual Acordo
Coletivo de Trabalho (ACT) e avançar na ampliação de direitos. "A pauta de
reivindicações foi construída pelos trabalhadores de todo o Brasil, após um
longo processo de debates realizados nos sindicatos, encontros estaduais e
regionais, até chegar ao Encontro Nacional, realizado em junho. Sabemos que o
banco tem plenas condições de atender essas reivindicações", afirmou.
A pauta apresentada está organizada em três eixos: manutenção das cláusulas já
existentes, aperfeiçoamento de dispositivos que precisam de atualização e
inclusão de novas reivindicações.
Entre os principais pleitos estão a ampliação do programa de bolsas de estudo,
a isenção de todas as tarifas bancárias para os funcionários — incluindo a
anuidade dos cartões de crédito do titular e dos adicionais —, condições
diferenciadas para financiamento imobiliário e melhorias em outras linhas de
crédito.
Mais proteção para PCDs e seus dependentes
As reivindicações voltadas às pessoas com deficiência
ocuparam boa parte da reunião. Com o objetivo de promover mais inclusão e
eliminar barreiras, a COE reivindicou a criação de um auxílio terapêutico para
empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes legais nessa
condição, mediante apresentação de laudo médico e documentação comprobatória.
A pauta também prevê a isenção da coparticipação no plano de saúde para
empregados com doenças raras, crônicas, degenerativas, HIV/Aids ou deficiência,
estendendo o benefício aos trabalhadores que tenham dependentes legais nas
mesmas condições.
Outra reivindicação é a concessão de redução de 50% da jornada diária de
trabalho para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes
legais com deficiência, sem redução salarial.
Além disso, a COE defende prioridade na concessão do teletrabalho ou trabalho
remoto para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes
com deficiência, conforme previsto na Lei nº 13.146/2015.
Reconhecimento aos trabalhadores
Ao comentar a resposta inicial do banco, de que seria
necessário calcular o impacto financeiro de algumas das propostas, a secretária
de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita
Berlofa, destacou que o reconhecimento aos empregados deve ser compatível com a
contribuição dos trabalhadores para os resultados da instituição.
"Nosso esforço precisa ser reconhecido. Nós construímos o sucesso desse
banco no Brasil e merecemos reconhecimento e tratamento melhor", afirmou.
As negociações terão continuidade nos dias 22 de julho, no período da tarde, e
28 de julho, pela manhã, quando a COE espera receber as primeiras devolutivas
do banco sobre as reivindicações apresentadas.
Fonte: Contraf-CUT
