Após reivindicação da COE, Itaú flexibiliza regras de mobilidade para visitas comerciais
Uma reivindicação apresentada pela Comissão de Organização
dos Empregados (COE) do Itaú na pauta específica da Campanha Nacional dos
Bancários 2026 já resultou em um importante avanço para os trabalhadores que
realizam visitas comerciais. O banco comunicou oficialmente, nesta sexta-feira
(24), que os empregados dos times de Negócios PJ poderão utilizar aplicativos
de mobilidade, como Uber e similares, em situações excepcionais ou quando essa
alternativa for mais adequada.
O tema foi apresentado pela COE ao banco na entrega da minuta específica, em 1º
de julho. A preocupação dos representantes dos trabalhadores era com a
interpretação que vinha sendo adotada por algumas lideranças, que, na prática,
impedia empregados que utilizavam veículo próprio e recebiam reembolso mensal
de recorrerem a aplicativos de transporte durante as visitas aos clientes.
Em comunicado enviado à COE, o Itaú esclareceu que permanecem vigentes as
políticas corporativas sobre deslocamento e mobilidade, mas reconheceu que a
orientação para priorizar o uso do veículo próprio não impede a utilização de
aplicativos quando essa alternativa se mostrar mais adequada sob os aspectos
operacionais, de segurança ou de eficiência.
O banco informou ainda que reforçou às lideranças que as diretrizes devem
considerar as particularidades de cada região, a natureza das atividades
desempenhadas e, principalmente, a segurança dos trabalhadores.
Para a coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, a mudança representa uma
conquista construída pela mobilização dos representantes dos empregados.
"Essa é uma conquista importante da COE. Levamos esse tema para a mesa de
negociação porque recebíamos muitas reclamações de colegas que estavam sendo
impedidos de utilizar aplicativos de mobilidade, mesmo em situações em que essa
era a alternativa mais segura ou eficiente. O esclarecimento do banco corrige
essa distorção e traz mais segurança para quem está diariamente nas ruas
atendendo clientes. Agora esperamos avançar em outro ponto essencial da pauta:
a atualização dos valores do reembolso de combustível, que hoje estão defasados
e não refletem a realidade dos custos enfrentados pelos trabalhadores."
A COE também segue cobrando do Itaú a revisão dos valores pagos pelo reembolso
de combustível. Atualmente, o banco adota um valor único para todo o país, sem
considerar as diferenças de preços praticados entre estados, regiões
metropolitanas e cidades do interior. Para a representação dos trabalhadores, o
modelo está defasado e não acompanha o custo médio dos combustíveis, fazendo
com que muitos empregados precisem complementar, com recursos próprios, as
despesas geradas pelas visitas comerciais.
A proposta defendida pela COE é que
o banco estabeleça critérios regionalizados, levando em consideração as médias
de preços dos combustíveis em cada estado ou, ao menos, diferenciando os
valores entre regiões metropolitanas e o interior.
Fonte: Contraf-CUT
