Representantes dos funcionários do Itaú entregarão pauta de reivindicações ao banco em 2 de julho
Representantes dos trabalhadores do Itaú entregarão, no
próximo dia 2 de julho, a pauta de reivindicações específicas dos funcionários
do banco à direção da empresa, dando início às negociações da Campanha Nacional
dos Bancários 2026. O documento foi aprovado durante o Encontro Nacional dos
Funcionários do Itaú Unibanco, realizado em São Paulo.
Para a coordenadora nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do
Itaú, Valeska Pincovai, o encontro demonstrou a unidade dos trabalhadores em
torno dos principais desafios enfrentados pelos bancários e bancárias do banco.
“Nosso encontro foi muito positivo, principalmente por aprovar uma pauta de
reivindicações bastante completa, com propostas para enfrentar os principais
problemas que estamos vivenciando no Itaú. A união demonstrada aqui vai fazer a
diferença, e tenho certeza de que saímos ainda mais fortalecidos para continuar
a luta e a defesa dos nossos direitos”, afirmou.
Entre as principais preocupações da categoria está a questão da saúde. Segundo
Valeska, o aumento dos casos de adoecimento entre os funcionários é
consequência da pressão por metas, do assédio moral e da insegurança provocada
pelo fechamento de agências. “A cobrança pelo cumprimento das metas, o assédio
moral e o medo de perder o emprego diante do fechamento de tantas agências têm
adoecido os funcionários. E o banco demonstra um descaso total em relação a
isso, ao dificultar o afastamento dos trabalhadores que necessitam de
tratamento de saúde”, destacou.
Outro tema apontado pela coordenadora é a situação dos aposentados, que
enfrentam dificuldades para manter o plano de saúde após o encerramento da vida
laboral. “Quando o trabalhador se aposenta, muitas vezes não consegue manter o
plano de saúde em razão dos custos, o que representa uma injustiça depois de
tantos anos de dedicação ao banco”, ressaltou.
Home office estará na pauta
Além da entrega da pauta de reivindicações, os
representantes dos trabalhadores pretendem discutir com a direção do Itaú as
mudanças anunciadas pelo banco no regime de trabalho híbrido. Em comunicado
feito ao movimento sindical nesta terça-feira (23), o Itaú informou que passará
a exigir quatro dias presenciais por semana para superintendentes a partir de
janeiro de 2027 e três dias presenciais por semana para os demais cargos a
partir do primeiro trimestre de 2028.
A medida foi recebida com preocupação pelos representantes dos trabalhadores.
Segundo Valeska Pincovai, a defesa do home office estará entre os temas levados
à mesa de negociação.
“Vamos entregar, na próxima quinta-feira (2), nossa pauta de reivindicações,
aprovada no Encontro Nacional dos Trabalhadores do Itaú, e vamos no mesmo dia
conversar com o banco sobre esta medida”, afirmou.
A dirigente destacou que os avanços tecnológicos devem resultar em benefícios
para toda a sociedade e não apenas para o aumento dos lucros das empresas.
“O movimento sindical defende que é preciso distribuir os ganhos da tecnologia
para todos. Os avanços tecnológicos não podem ser usados apenas a serviço do
lucro das empresas, mas devem ser usufruídos por toda a sociedade. E o trabalho
em home office, que se tornou possível graças à tecnologia, é um ótimo exemplo
de como essa distribuição dos benefícios tecnológicos pode ser feita. Estudos
comprovam que o home office melhora a qualidade de vida do trabalhador em
diversos aspectos e ainda promove ganhos para a empresa, porque trabalhadores
satisfeitos produzem mais e melhor”, concluiu.
Fonte: Contraf-CUT
