Movimento sindical denuncia metas abusivas e pressão crescente sobre funcionários do Mercantil
O movimento sindical está denunciando o aumento da pressão
comercial e a imposição de metas consideradas abusivas pelo banco Mercantil.
Segundo relatos de funcionários, a instituição elevou de forma repentina os
objetivos relacionados ao crédito consignado e ao crédito imediato, além de
ampliar significativamente o número de campanhas internas de premiação, sem
qualquer processo de diálogo com a representação dos trabalhadores.
Para os representantes dos empregados, a combinação de metas mais elevadas com
novos critérios de elegibilidade tornou o alcance dos resultados cada vez mais
difícil, aumentando a pressão sobre as equipes e comprometendo a remuneração
variável dos trabalhadores.
O coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do
Mercantil, Vanderci Antônio da Silva afirma que os funcionários estão em
permanente preocupação. “O que deveria ser um incentivo virou um verdadeiro
pesadelo para bancárias e bancários. O Mercantil está impondo novas e complexas
travas de elegibilidade e atingir os objetivos se tornou uma tarefa quase
impossível”, critica.
De acordo com a representação dos trabalhadores, a estratégia adotada pelo
banco fragmenta as metas em diversas campanhas simultâneas, dificultando o
acompanhamento dos resultados e criando obstáculos para o recebimento dos bônus
previstos nos programas de remuneração variável.
O movimento sindical destaca que o Mercantil vem registrando crescimento
consistente nos últimos anos e considera injustificável que os trabalhadores
sejam submetidos a exigências consideradas excessivas para terem acesso à
parcela variável de seus rendimentos. “O Mercantil está crescendo ano a ano e
lucra alto graças ao esforço dos funcionários e funcionárias. Usar metas
inalcançáveis e travas burocráticas para estrangular os bônus dos trabalhadores
é inaceitável”, afirma Marco Aurélio Alves, integrante da representação dos
empregados do banco.
Pressão excessiva e adoecimento
Os relatos encaminhados à representação dos trabalhadores
apontam para um ambiente de crescente sobrecarga nas unidades do banco. Além da
pressão por resultados, funcionários denunciam dificuldades operacionais
relacionadas aos sistemas utilizados para validação dos critérios de
elegibilidade das campanhas.
Segundo o movimento sindical, a situação tem contribuído para o aumento de
casos de adoecimento, especialmente quadros de ansiedade, estresse e síndrome
de burnout.
Diante desse cenário, a COE-BMB cobra que o Mercantil reveja imediatamente as
metas relacionadas ao crédito consignado, simplifique os programas de incentivo
e adote critérios mais transparentes para participação e pagamento das
premiações. “Exigimos que o Mercantil reveja, imediatamente, as metas do
crédito consignado, pare de impor campanhas confusas que pulverizam o foco dos
funcionários e tenha clareza nos critérios de elegibilidade. O lucro não pode
vir às custas do adoecimento da categoria”, reforça Vanderci Antônio da Silva.
Fonte: Contraf-CUT
