COE Itaú entrega pauta de reivindicações ao banco no dia 1º de julho
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e a
direção do banco irão se reunir no dia 1º de julho para a entrega da pauta
específica de reivindicações dos funcionários da instituição. Inicialmente
prevista para o dia 2 de julho, a reunião foi antecipada em razão da realização
da primeira rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a
Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que ocorrerá no mesmo dia.
A pauta de reivindicações foi aprovada durante o Encontro Nacional dos
Funcionários do Itaú Unibanco, realizado em São Paulo, com a participação de
representantes dos trabalhadores de todas as regiões do país. O documento reúne
as principais demandas dos bancários e bancárias do banco para a Campanha
Nacional dos Bancários 2026.
Além da entrega da pauta de reivindicações, os representantes dos trabalhadores
pretendem discutir com a direção do Itaú as mudanças anunciadas pelo banco no
regime de trabalho híbrido. Em comunicado feito ao movimento sindical no último
dia 23 de junho, o Itaú informou que passará a exigir quatro dias presenciais
por semana para superintendentes a partir de janeiro de 2027 e três dias
presenciais por semana para os demais cargos a partir do primeiro trimestre de
2028.
Para a coordenadora nacional da COE Itaú, Valeska Pincovai, o encontro nacional
demonstrou a unidade dos trabalhadores em torno dos principais desafios
enfrentados pelos bancários e bancárias do banco. “Nosso encontro foi muito
positivo, principalmente por aprovar uma pauta de reivindicações bastante
completa, com propostas para enfrentar os principais problemas que estamos
vivenciando no Itaú. A união demonstrada aqui vai fazer a diferença, e tenho
certeza de que saímos ainda mais fortalecidos para continuar a luta e a defesa
dos nossos direitos”, afirmou.
Entre as principais preocupações da categoria está a questão da saúde. Segundo
Valeska, o aumento dos casos de adoecimento entre os funcionários é
consequência da pressão por metas, do assédio moral e da insegurança provocada
pelo fechamento de agências. “A cobrança pelo cumprimento das metas, o assédio
moral e o medo de perder o emprego diante do fechamento de tantas agências têm
adoecido os funcionários. E o banco demonstra um descaso total em relação a
isso, ao dificultar o afastamento dos trabalhadores que necessitam de
tratamento de saúde”, destacou.
A entrega da pauta marca o início das negociações específicas com o Itaú e faz
parte do calendário da Campanha Nacional dos Bancários 2026. No dia seguinte, 2
de julho, o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban realizam a primeira
rodada de negociações da campanha nacional, dando início ao processo de debate
das reivindicações de toda a categoria bancária.
Fonte: Contraf-CUT
