COE cobra do Santander esclarecimentos sobre o “Conduta Certo”
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander
se reuniu virtualmente, no último dia 20 de maio, com representantes do banco para a
apresentação do programa “Conduta Certo”.
A avaliação da representação sindical é de que o banco trouxe uma apresentação
superficial, sem detalhar adequadamente o funcionamento do programa e seus
impactos práticos sobre os trabalhadores.
Apesar da tentativa do banco de apresentar o programa como ferramenta de
“qualidade” e “segurança”, a reação da representação dos trabalhadores foi de
forte preocupação com o aprofundamento da cultura de cobrança, vigilância e
punição dentro do Santander.
A coordenadora da COE Santander, Ana Marta de Lima, afirmou que os bancários
enxergam o programa como mais um mecanismo de pressão e estão descontentes com
a mudança. “Mais uma vez o banco implementa uma mudança que afeta diretamente
os trabalhadores sem nenhuma negociação com o movimento sindical. A sensação
dos bancários é que este programa foi atualizado para impactar na remuneração
variável que esses trabalhadores teriam que receber. Existe muita preocupação
sobre como essas avaliações serão utilizadas no dia a dia e quais consequências
poderão trazer para os funcionários”, afirmou.
A dirigente sindical também criticou o fato de o programa desconsiderar a
realidade das agências e departamentos, onde os trabalhadores convivem
diariamente com sobrecarga, redução de quadros e pressão intensa por
resultados.
A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do
Santander, Rita Berlofa, criticou o fato de o banco não ouvir os trabalhadores
que estão na ponta. “Os trabalhadores das agências não estão sendo ouvidos e a
satisfação deles não está sendo levada em consideração”, afirmou.
Rita também alertou para o aumento das punições e do clima de insegurança entre
os funcionários. “O número de punições está muito alto e os trabalhadores estão
reclamando muito disso. É uma pressão muito grande. O banco precisa ouvir o
movimento sindical e os funcionários para buscar melhorias, e não apenas
ampliar os mecanismos de controle”, disse.
A COE Santander afirmou que continuará acompanhando a implementação do “Conduta
Certo” e cobrando transparência, respeito às condições de trabalho e garantias
de que o programa não seja utilizado como instrumento de perseguição ou aumento
da pressão sobre os bancários.
Fonte: Contraf-CUT, com edição de SINTRAFI Barretos
