Pressão por vendas: com regras piores para pagar comissões, lucro da Caixa Seguridade aumenta 13,2% no 1º tri. Dividendos pagos alcançam R$ 1,05 bi
Na última sexta-feira (08/05), a Caixa Seguridade publicou
suas demonstrações financeiras do primeiro trimestre de 2026 e o resultado
divulgado aponta o crescimento do faturamento e do lucro líquido da holding. O
faturamento alcançou R$ 1,5 bi e o lucro, R$ 1,1, altas de 10,3% e de 13,2% em
comparação com o primeiro trimestre de 2025. Na proposta de destinação do
resultado, o Conselho de Administração da companhia aprovou que 91,9% do
resultado do trimestre seja distribuído aos acionistas na forma de dividendos
intercalares antecipados.
A alta no faturamento é resultado direto do aumento de prêmios emitidos em
apólices de seguros de vida, residencial, habitacional, do aumento na captação
líquida de previdência e de arrecadação em capitalização. Em relação aos
consórcios, embora o valor do estoque de cartas tenha aumentado, superando a
marca de R$ 50 bi, as novas vendas diminuíram 2% em comparação com o primeiro
trimestre de 2025, e tiveram uma queda mais acentuada, de 11,7%, quando
comparadas ao trimestre imediatamente anterior.
O aumento de produtividade dos empregados é proporcional ao crescimento dos
relatos de aumento na pressão pela venda de produtos que a Apcef/SP e o
Sindicato tem recebido. Além disto, há enorme insatisfação entre os empregados
pelo fato do regulamento do Super Caixa para o pagamento das comissões pela
venda de produtos para este semestre ter se tornado ainda mais restritivo que o
anterior.
“Os números demonstram de forma inequívoca que os empregados tem trabalhado
mais, sob muita pressão e com condições cada vez mais precárias, como sistemas
deficientes e falta de empregados. Mesmo com estas condições adversas, tem
devolvido à empresa números cada vez mais positivos. A direção da Caixa, por
sua vez, além de não garantir condições de trabalho adequadas, penaliza os
empregados ao restringir o pagamento das comissões pela venda de produtos ao
impor regras cada vez mais limitantes”, relata o diretor-presidente da
Apcef/SP, Leonardo Quadros.
“Precisamos nos mobilizar para cobrar condições dignas e o devido
reconhecimento pelo trabalho. Não queremos álbuns e figurinhas, queremos
melhores condições, discutir os critérios da remuneração variável e seriedade
nas discussões para renovar o ACT do Saúde Caixa, com a revogação do teto de
6,5%. Estes números demonstram que temos feito nossa parte; agora, o presidente
Carlos Vieira deve fazer a parte dele”, finaliza Leonardo.
Fonte: Apcef/SP
