Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi
O movimento sindical e as entidades representativas dos
funcionários do Banco do Brasil voltaram a cobrar a retomada imediata sobre a
mesa de negociação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil
(Cassi). Desde a última rodada de negociações, realizada em 11 de dezembro de
2025, não houve avanço efetivo na construção de uma solução estrutural para o
custeio do plano de saúde.
Na ocasião, representantes dos trabalhadores apresentaram propostas para
reforçar o caixa e o capital regulatório da Cassi, incluindo o adiantamento de
dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas
administrativas de 2026. O Banco do Brasil, entretanto, recusou o pedido e
apresentou como contraproposta apenas a antecipação de três valores do 13º
salário — medida considerada insuficiente pela representação dos funcionários.
Passados vários meses desde aquela reunião, nenhuma nova proposta foi
apresentada pelo banco, e o único movimento concreto foi justamente a
antecipação parcial desses três valores, sem que houvesse avanço nas discussões
estruturais sobre o financiamento do plano.
Negociação paralisada preocupa trabalhadores
A mesa de negociação havia sido instalada em 27 de novembro de 2025, quando as
entidades sindicais já alertavam para a necessidade de garantir segurança
financeira à Cassi e construir uma solução sustentável de longo prazo.
Naquele encontro, o banco não apresentou alternativas para o custeio,
comprometendo-se apenas a avaliar as reivindicações e retornar posteriormente
com respostas — o que, até o momento, não ocorreu.
Para as entidades representativas, o prolongamento do impasse gera insegurança
para associados, prestadores e para o próprio futuro da assistência à saúde dos
funcionários.
Defesa do modelo solidário e igualdade de acesso
O movimento sindical reafirma que a solução para a Cassi passa pela manutenção
do modelo solidário do plano, com custeio na proporção de 70% para o
patrocinador e 30% para os participantes, princípio histórico que garante
sustentabilidade e acesso coletivo à assistência à saúde.
Outro ponto central defendido pelas entidades é a inclusão, em igualdade de
condições, dos funcionários oriundos de bancos incorporados e daqueles
admitidos no Banco do Brasil após 2018, que hoje não possuem acesso ao plano
nos mesmos moldes dos demais trabalhadores.
Segundo a representação dos funcionários, a existência de diferentes regras de
acesso fragiliza o modelo solidário e compromete o futuro da Cassi.
Banco precisa assumir compromisso com a saúde dos trabalhadores
A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil
(CEBB), Fernanda Lopes, reforça que o banco precisa assumir responsabilidade
direta na construção da solução.
“O Banco do Brasil precisa se comprometer com uma resolução definitiva para o
custeio da Cassi. São os funcionários que constroem o banco diariamente, e a
saúde deve ser um compromisso institucional do BB com seus trabalhadores e
trabalhadoras”, afirmou.
Para as entidades, a retomada urgente das negociações é fundamental para
garantir estabilidade financeira à Cassi, preservar um dos principais direitos
históricos do funcionalismo e assegurar tranquilidade aos participantes e seus
familiares.
O movimento sindical segue cobrando do Banco do Brasil a reabertura imediata da
mesa de negociação, com apresentação de propostas concretas que assegurem
sustentabilidade ao plano e valorização dos trabalhadores.
Fonte: Contraf-CUT
