Trabalhadores ocuparão Brasília pela redução da jornada e fim da 6x1, no dia 15
Trabalhadores e trabalhadoras de todo o país se reúnem no
próximo dia 15 de abril, em Brasília, para a Marcha da Classe Trabalhadora
2026, com reivindicações históricas do movimento sindical e desafios
atuais do mundo do trabalho. Entre as principais bandeiras estão a redução da
jornada de trabalho sem redução salarial, o fim da escala 6x1, o combate ao
feminicídio, o enfrentamento à pejotização, o fortalecimento das negociações
coletivas e a regulamentação do trabalho por aplicativos.
Organizada pela CUT e demais centrais sindicais, a mobilização integra a
jornada nacional de lutas e se articula com as atividades do 1º de Maio,
Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. A expectativa é reunir milhares de
pessoas na capital federal em torno de uma agenda unificada por direitos,
melhores condições de trabalho e justiça social.
O presidente nacional da CUT, Sergio Nobre, reforça a
importância da mobilização e convoca a militância para o ato. “Vamos ocupar as
ruas de Brasília na marcha da classe trabalhadora. É muito importante que a
militância de todo o país se mobilize para participar dessa manifestação, que
será decisiva para dar visibilidade à nossa pauta e pressionar deputados e
senadores pela aprovação dos nossos projetos prioritários”, afirma.
Ele reforça que entre os principais pontos da pauta estão “a redução da jornada
de trabalho sem redução de salário, com o fim da escala 6x1; a regulamentação
do trabalho por aplicativos; e o direito de negociação dos servidores
públicos”.
“Na manifestação, também defenderemos o combate ao feminicídio em todo o país,
o não à pejotização irrestrita e a defesa da geração de empregos de qualidade,
da ampliação de direitos e do trabalho digno”, destaca o presidente.
O dirigente ainda enfatiza o caráter político e simbólico do ato na capital
federal. “Vamos mostrar, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, que o
movimento sindical segue forte e unido. Companheiros e companheiras, no dia 15
de abril, organizem suas caravanas e vamos juntos marchar por nossos direitos,
pela democracia, pela soberania, pela paz e contra as guerras. Será uma grande
e histórica marcha”, conclui.
Mobilização
De acordo com Renato Zulato, secretário-Geral da CUT, a mobilização ocorre em
um momento estratégico para a classe trabalhadora. “Essa mobilização acontece
em um momento muito específico e tem um papel importante. Estamos organizando
uma pauta ampla, que envolve emprego, direitos, democracia, soberania e vida
digna, e que será apresentada como um compromisso para os próximos anos”,
afirma.
Segundo ele, o objetivo é ir além da visibilidade e incidir diretamente no
cenário político. “Queremos dialogar com o Executivo, pressionar o Legislativo
e também envolver o Judiciário para avançar na nossa pauta”, diz.
Programação da marcha
A programação começa às 8h, com concentração no estacionamento do
Teatro Nacional, próximo à Rodoviária e em frente à Catedral. Às 9h, será
realizada a Plenária da Classe Trabalhadora, reunindo lideranças sindicais,
movimentos populares e delegações de diversos estados.
A marcha segue às 10h30 em direção à Esplanada dos Ministérios. À
tarde, dirigentes das centrais sindicais entregam a pauta de reivindicações ao
presidente Lula, em agenda já confirmada.
A expectativa, de acordo com Renato Zulato, é de uma grande mobilização
nacional: “Estamos organizando caravanas de todo o país, com participação das
estaduais, sindicatos e movimentos sociais, para dar força a esse processo”.
Reivindicações
Além da redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala
6x1, temas que ganham espaço no debate público e avançam no Congresso Nacional,
as pautas da marcha também incluem o combate ao feminicídio, o enfrentamento à
precarização e à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas e a
regulamentação do trabalho por aplicativos.
O movimento sindical também defende medidas como a ampliação da faixa de
isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 7.500 e regras mais justas
para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Outro ponto destacado é a
garantia do direito à negociação coletiva no setor público, além da defesa de
normas internacionais de proteção ao trabalho.
A mobilização também faz parte da preparação para o 1º de Maio, com a proposta
de fortalecer o caráter político da data. “O 1º de Maio precisa ser um momento
de disputa na sociedade, não apenas simbólico. É com mobilização que
conseguimos avançar em direitos”, afirma Zulato.
Jornada de lutas
Ao longo da jornada, estão previstas atividades políticas, culturais,
formativas e sociais organizadas por sindicatos e entidades em todo o país. A
proposta é ampliar o diálogo com a sociedade e fortalecer a organização da
classe trabalhadora em diferentes territórios e categorias.
Fonte: CUT, com edição de SINTRAFI Barretos
