Representação dos empregados cobra diálogo e mudanças no Super Caixa em reunião com Vice-Presidência de Pessoas
Representado pelo presidente da Fenae (Federação Nacional
das Associações do Pessoal da Caixa), Sergio Takemoto, o movimento sindical se
reuniu, nesta quinta-feira (9), com a vice-presidente interina de Pessoas da
Caixa, Adriane Velloso Ferreira, para tratar do programa Super Caixa. O encontro
ocorreu a pedido da Federação, por meio de ofício enviado à Vice-Presidência de
Pessoas (Vipes), diante das diversas reclamações apresentadas por empregados em
todo o país.
Além de Takemoto, participaram da reunião o coordenador da
Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Felipe Pacheco, a representante
eleita dos empregados no Conselho de Administração da Caixa (CA Caixa), Fabiana
Uehara, e Joana Lustosa, da Apcef/AP, representando as Apcefs.
Durante a reunião, as entidades reforçaram a necessidade de
valorização da mesa de negociação e criticaram a forma como o programa Super
Caixa vem sendo executado. Felipe Pacheco destacou que a cobrança por
negociação sobre o programa não é recente e que a falta de respostas tem gerado
insegurança entre os empregados. “Esse é um tema que vem sendo tratado desde o
ano passado. A gente precisa valorizar a mesa de negociação e trazer a
discussão da remuneração variável, para construir um modelo com mais segurança
para os empregados e que garanta o pagamento pelo trabalho realizado”, afirmou.
A representante eleita no Conselho de Administração, Fabiana
Uehara, reforçou a importância do diálogo institucional e alertou para os
impactos do programa para os trabalhadores. “Mesmo que a Caixa diga que 93% das
unidades receberam, existe um grupo de empregados que trabalhou e não foi
remunerado. É fundamental que o programa seja de engajamento, e não de
esquecimento. Por isso, reforçamos a necessidade de negociação com as
entidades, que são quem levam as demandas da base”, disse.
Joana Lustosa, representante das Apcefs, foi direta ao
resumir a principal reivindicação dos empregados. “O que a gente defende é
simples: vendeu, recebeu. Não podemos esquecer os colegas que estão sendo
penalizados. Também defendemos que o regulamento de 2026 seja construído com a
participação dos representantes dos empregados”.
O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, também enfatizou a
importância do diálogo e da transparência. Segundo ele, a ausência de debate
sobre as mudanças no Super Caixa contribuiu para o cenário de insatisfação.
“Faltou comunicação e diálogo com os empregados, que são os maiores
prejudicados com as mudanças que não foram previamente anunciadas. Isso poderia
ter evitado muitos dos problemas e da insatisfação que estamos vendo agora”,
avaliou.
Takemoto também criticou a lógica do programa, que, segundo
ele, tenta estimular o coletivo, mas acaba penalizando indivíduos e, por
consequência, toda a unidade. Além disso, os representantes dos empregados
relataram casos de agências que cumpriram metas durante quase todo o período,
mas foram penalizadas por ocorrências pontuais no final do ciclo.
Entre os principais pontos apresentados pelas entidades
estão a insegurança causada por mudanças frequentes nas regras, a falta de
clareza nos critérios de pagamento e a ausência de canais efetivos para
acompanhamento e contestação ao longo do ciclo do programa. Outro ponto
levantado foi a dificuldade de acesso a informações e sistemas, o que impede
que os trabalhadores acompanhem seu desempenho e a expectativa de remuneração
ao longo do período.
As entidades alertaram ainda que a falta de respostas às
demandas apresentadas pode levar à intensificação das mobilizações. “Quando a
gente traz a demanda para a mesa e não tem retorno, o movimento sindical é
empurrado para outras formas de atuação, como mobilização, paralisação e até
judicialização”, ressaltou Felipe Pacheco da CEE/Caixa.
Por sua vez, a vice-presidente interina de Pessoas
reconheceu a complexidade do programa Super Caixa e a necessidade de
aprimoramentos, destacando a importância de manter o diálogo com as entidades.
Adriane Velloso afirmou que a Caixa está analisando os casos apresentados e que
pretende dar respostas mais estruturadas às demandas.
Assista ao vídeo de cobertura da reunião:
