Pauta da Classe Trabalhadora será entregue hoje (15) aos Três Poderes, em Brasília

 

Neste dia 15 de abril, em Brasília, durante a Marcha da Classe Trabalhadora, será entregue aos Três Poderes da República a Pauta da Classe Trabalhadora.

O documento, construído pelas Centrais Sindicais, reúne mais de 60 reivindicações voltadas à ampliação de direitos, à valorização do trabalho e à promoção da justiça social.

Entre os principais pontos estão a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o fim da escala 6x1, o combate ao feminicídio e à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas, a garantia do direito de negociação para os servidores públicos e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

> Acesse aqui o documento completo e conheça a íntegra daPauta da Classe Trabalhadora.

O fim da escala 6x1 é uma das pautas prioritárias da Marcha, que será precedida pela CONCLAT (Conferência da Classe Trabalhadora).

O encontro nacional se tornou um instrumento ainda maior de pressão popular pelo fim da escala 6x1, porque a proposta deve ser votada em comissão da Câmara dos Deputados também nesta quarta-feira (15).

Segundo o presidente nacional da CUT, Sergio Nobre, há forte influência do setor empresarial sobre o Congresso Nacional, o que pode empurrar o debate para depois. “Eles querem jogar esse debate para o ano que vem e a gente não pode permitir”, afirmou.

Governo encaminha projeto de lei que prevê fim da escala 6x1 com urgência constitucional para acelerar votação do tema

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou ao Congresso Nacional na noite de terça-feira (14) mensagem em que comunicou o envio de projeto de lei que acaba com a escala 6x1.

A mensagem de envio do projeto foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), sem a íntegra do texto. Segundo a Casa Civil, o projeto será protocolado hoje (15) na Câmara dos Deputados.

O governo federal vem defendendo as seguintes mudanças nas regras trabalhistas:

  • implementação da escala 5x2, com dois dias de descanso semanais;
  • jornada de trabalho de 40 horas semanais;
  • mudanças sem redução de salário dos trabalhadores.

O projeto foi enviado em regime de urgência, o que, na avaliação do governo, garante uma tramitação mais rápida e demanda menos votos para ser aprovado.

A defesa da redução da jornada sem redução do salário é uma pauta histórica do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Barretos e região (SINTRAFI), da CUT e todo o movimento sindical. 

 “A escala 6x1 compromete a qualidade de vida dos trabalhadores e o convívio com suas famílias. Além disso, experiências em outros países e de projetos aqui no Brasil demonstram que a redução da jornada melhora a produtividade e traz impactos positivos à saúde física e mental dos trabalhadores”, destaca Marcelo Martins, presidente do SINTRAFI.

"Nós, bancárias e bancários, sabemos o quanto a sobrecarga, a pressão por metas e a falta de tempo para descansar e viver impactam nossa saúde física e mental. Redução da jornada de trabalho sem redução de salário significa mais tempo para viver, descansar, estudar, cuidar da saúde e da família. Trata-se de uma pauta urgente e justa para muitas categorias, e só se transformará em realidade com pressão, com organização, com o movimento sindical forte e combativo. Porque ninguém nunca deu nada para a classe trabalhadora, tudo que temos foi conquistado com muita luta! Por isso, mais uma vez nos juntamos a esse movimento, porque entendemos que esta é uma pauta de dignidade e justiça social por melhores condições de trabalho”, reforçou Marcelo.

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Fonte: SINTRAFI, com edição de CUT Nacional