Movimento sindical cobra Mercantil sobre divergências no Informe de Rendimentos e orienta cautela na declaração do IR
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
(Contraf-CUT), representando o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
de Barretos e região (SINTRAFI), cobrou o banco Mercantil após relatos de
funcionárias e funcionários sobre divergências entre o Informe de Rendimentos
disponibilizado pela instituição e os dados que aparecem na declaração
pré-preenchida do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
No momento, a orientação é que os trabalhadores aguardem a regularização das
informações antes de prosseguirem com a entrega da declaração, cujo prazo segue
aberto até 29 de maio.
“Estamos acompanhando o caso de perto pois, com razão, trabalhadoras e
trabalhadores têm receio de caírem na malha fina sem a certeza dos valores
corretos. Assim que percebemos a falha, entramos em contato e exigimos a
retificação do problema, assim como transparência com os funcionários em
relação ao que realmente ocorreu”, afirmou Vanderci Antônio da Silva,
coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados do Mercantil.
Em resposta às cobranças, o Mercantil informou que os impostos relativos aos
rendimentos dos funcionários foram pagos corretamente. Segundo o banco, o
problema teria ocorrido em razão de uma falha no extrator da Receita Federal,
que afetou diversas empresas. A inconsistência estaria relacionada ao sistema
utilizado antes da internalização da folha de pagamentos, quando o serviço
ainda era terceirizado.
De acordo com o banco, o problema já foi retificado e os dados devem ser
atualizados pela Receita Federal.
Mesmo com o posicionamento da instituição financeira, o SINTRAFI reforça a
orientação de cautela aos trabalhadores. Considerando que ainda há um prazo de
cerca de dois meses até a entrega, é recomendado aguardar a atualização das
informações na Receita Federal, garantindo que os valores estejam consistentes
e possibilitando o envio da declaração de Imposto de Renda com segurança.
Fonte: Contraf-CUT, com edição de SINTRAFI Barretos
