Itaú repete falhas na divulgação de metas e amplia insatisfação entre bancários
O Itaú Unibanco segue causando indignação em seus
trabalhadores por não divulgar o ICM (Índice de Cumprimento de Metas) referente
ao último trimestre de 2025 do programa de pontuação GERA+. A ausência de
informações impacta diretamente a remuneração variável dos funcionários, que
seguem sem clareza sobre os valores a receber.
Desde o início de março, o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de
Barretos e Região, juntamente com as demais entidades representativas, cobra
formalmente o banco para que os dados sejam disponibilizados. Nas primeiras
respostas, o Itaú indicou que as informações estariam acessíveis na plataforma
GPS (Gestão de Performance e Satisfação). No entanto, relatos enviados pelos
trabalhadores à entidade apontam que o sistema estava fora do ar.
Diante das novas cobranças, o banco orientou que os dados poderiam ser
consultados na ferramenta IClientes. Ao seguirem o caminho indicado, os
funcionários encontraram apenas a mensagem orientando a procurar o gestor para
obter os valores. Essa orientação, segundo os bancários, não resolve o
problema, já que os próprios gestores não dispõem das informações.
Em diálogo com o movimento sindical, o banco admitiu que as informações não
constavam no IClientes. O programa GERA+ foi rebatizado como Ação Extra e as
informações referentes ao trimestre (outubro a dezembro) não foram divulgadas
diretamente a todos os funcionários, mas repassadas aos GRNAs (Gerentes
Regionais). Esses gerentes ficaram responsáveis por transmitir as informações
às equipes, o que não ocorreu.
Problema se repete
A falta de informações se repetiu com o lançamento do Ação Extra, voltado a
indicadores como cartões e equilíbrio de contas. Novamente, não houve
transparência nos critérios nem na divulgação dos resultados, e os
trabalhadores foram direcionados a gestores que também não têm acesso aos
dados.
Para a representação dos funcionários, a postura do banco evidencia descaso com
os trabalhadores. É inaceitável que o banco mantenha esse nível de
desorganização e falta de transparência em um tema que impacta diretamente o
salário dos bancários.
Sindicato busca soluções
- Diante das dificuldades impostas pelo Itaú, o movimento sindical também
propôs soluções concretas, que incluem:
- Divulgação oficial interna dos critérios e parâmetros do
GERA+;
- Utilização dos canais institucionais, como Inovas e
comunicação via GRNA, para garantir amplo alcance;
- Padronização do fluxo de comunicação para assegurar que
todos os colaboradores recebam as mesmas informações de forma clara e
tempestiva.
As entidades sindicais seguem ampliando a pressão até que o banco assegure transparência de verdade, com informações acessíveis, organizadas e iguais para todos os trabalhadores. E sempre que houver qualquer problema, a orientação é que os bancários procurem pelo SINTRAFI Barretos e região.
Fonte: Seeb/SP, com edição de SINTRAFI Barretos
