Funcef fecha 2025 com resultado positivo e alívio para os participantes
A Funcef encerrou 2025 com resultado positivo e desempenho
acima da meta atuarial em todos os planos de benefícios. De acordo com os dados
apresentados na última quinta-feira (2) para a Fenae e outras entidades
representativas, a rentabilidade consolidada chegou a 11,34%, acima da meta
atuarial, de 8,94%.
O desempenho foi impulsionado pela estratégia de investimentos em renda fixa e rebalanceamento das carteiras ao longo do ano. Entre os principais movimentos estão o aumento da exposição a títulos públicos de longo prazo, marcados na curva, com taxa média de 7,47% acima da inflação; a imunização das carteiras nos planos BD, garantindo previsibilidade no pagamento de benefícios; o rebalanceamento dos investimentos, com redução de risco e maior proteção contra oscilações do mercado.
Em 2024, o REG/Replan Saldado registrava déficit acumulado
de R$ 4,7 bilhões, enquanto o Não Saldado apresentava resultado negativo de R$
124 milhões. O ajuste da meta atuarial em 2025, incentivado pela Fenae, aliado
ao forte desempenho dos investimentos, permitiu a reversão desse cenário. No
caso do Saldado, o resultado contábil do exercício, após ajustes prudenciais,
como provisões, foi positivo em R$ 184,6 milhões, refletindo a melhora
operacional do plano ao longo do ano.
Medidas da Diben colocam o participante no centro das
decisões
Os resultados tornaram possível a aprovação da proposta do
diretor Jair Pedro Ferreira, da Diretoria de Benefícios (Diben), que eliminou
as contribuições extraordinárias sobre o 13º benefício no REG/Replan Saldado e
a redução de 0,5 ponto percentual na alíquota de equacionamento, inicialmente
por um ano.
A iniciativa reflete uma decisão da Diben de colocar o
participante no centro das decisões, destinando os bons resultados diretamente
para quem contribui com o plano. “Quando há resultado positivo, ele deve se
transformar em benefício concreto para os participantes”, afirmou Jair Pedro.
Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, a Funcef tem
evoluído na transparência, na comunicação com os participantes e,
principalmente, nos resultados. “Mas é muito importante destacar o trabalho da
Diretoria de Benefícios, liderada pelo Jair Pedro Ferreira, que colocou o
participante no centro das decisões. Isso fica claro em medidas concretas, como
o fim da cobrança extraordinária sobre o 13º e a redução da alíquota de equacionamento,
que representam um alívio importante para os participantes”, avaliou
Desempenho por plano
- REG/Replan Saldado: 10% (meta de 8,84%)
- REG/Replan Não Saldado: 9,95% (meta de 8,94%)
- Novo Plano BD (assistidos): 11,23% (meta de 8,94%)
- REB BD (assistidos): 10,68% (meta de 8,94%)
- Novo Plano CD (ativos): 13,65%
- REB CD (ativos): 13,85%
Novo Plano (BD) e REB (BD) - superávit pode ser
revertido aos participantes
O Novo Plano BD registrou superávit de 2,98% das reservas,
enquanto o REB BD chegou a 34,36%. Cada plano tem um limite de reserva de
contingência, que é uma espécie de margem de segurança, de 21% e 19,9%,
respectivamente.
Quando o superávit ultrapassa esse limite, a legislação
permite que o excedente seja utilizado em favor dos participantes, como
melhoria de benefícios. Isso significa que bons resultados podem voltar
diretamente para o bolso dos participantes.
Fonte: Fenae
