Após cobrança do movimento sindical, Caixa acata demandas e ajusta pagamentos do SuperCaixa
Após reunião realizada no último dia 9 com a
Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), a Comissão
Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e representantes das Apcefs, a Caixa
acatou parte das demandas apresentadas pelas entidades sindicais e promoveu
ajustes no pagamento do programa SuperCaixa.
Entre as medidas adotadas pelo banco está a revisão de
contestações relacionadas aos indicadores de negócios sustentáveis (SISNS), com
a reabilitação de unidades que haviam sido desabilitadas. Com isso, os
empregados dessas unidades terão direito ao pagamento dos valores, programado
para o próximo dia 20 de abril.
A Caixa também confirmou o pagamento dos 10% que haviam sido
retidos no crédito realizado em 20 de março, outra reivindicação levada pelas
entidades durante a reunião.
As mudanças ocorrem após questionamentos apresentados pelas
representações dos empregados sobre os critérios do programa, que resultaram na
desabilitação de cerca de 7% das unidades da Caixa, impactando diretamente o
pagamento da remuneração variável. Entre os critérios exigidos estão
indicadores como avaliação de atendimento ao cliente (CSAT) e metas
relacionadas a negócios sustentáveis.
Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, os avanços
demonstram a importância do diálogo e da atuação das entidades. “Esse resultado
é fruto direto da reunião e da atuação das entidades. Levamos as demandas dos
empregados à Caixa e conseguimos corrigir algumas distorções importantes no
SuperCaixa. O que reivindicamos é simples: se o empregado vendeu, precisa receber”,
afirmou.
Takemoto reforçou que o acompanhamento continuará.
“Seguiremos cobrando mais transparência nos critérios e o aperfeiçoamento do
programa, para que ele seja mais justo e reflita a realidade das unidades e dos
empregados”, completou.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo
Financeiro de Barretos e região (SINTRAFI), Marcelo Martins, as mudanças
implementadas trouxeram avanços, mas não resolvem totalmente a situação. Ele
destacou que iniciativas como a reabilitação de unidades e a liberação de
pagamentos são importantes, porém insuficientes diante das pendências
existentes. “Algumas unidades seguem ainda desabilitadas por outros critérios,
como o CSAT, e defendemos que nenhum empregado que tenha cumprido sua parte
fique sem receber”, destacou.
O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados
(CEE/Caixa), Felipe Pacheco, reforçou a necessidade de mais transparência por
parte do banco. “A Caixa precisa melhorar o diálogo com a CEE, que é a
instância de negociação e representação dos empregados. Não ser informada
oficialmente sobre medidas como essas é uma falha que precisa ser corrigida”,
destacou.
Fonte: Fenae, com edição de SINTRAFI Barretos
