Demissões e fechamento de agências marcam reestruturação do Bradesco
A mobilização nacional contra as
demissões no Bradesco ganhou força nesta terça-feira (17), com a atuação do
Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Barretos e região (SINTRAFI)
nas cidades de Barretos e Bebedouro. A iniciativa levou para as portas das
agências um alerta: o processo de reestruturação do banco tem sido sustentado à
custa de empregos, da sobrecarga dos trabalhadores e da piora no atendimento à
população.
Ao longo do dia, dirigentes
sindicais dialogaram com bancários e clientes, apresentando, por meio de
material informativo, os efeitos concretos dessa política. A ação também buscou
dar visibilidade a uma realidade que, muitas vezes, não aparece nos balanços
financeiros: enquanto os resultados do banco avançam, a estrutura de
atendimento encolhe.
Esse descompasso se reflete no
cotidiano das agências. Com menos trabalhadores e menos unidades em
funcionamento, cresce a pressão sobre os bancários, submetidos a metas cada vez
mais exigentes e a um ritmo intenso de trabalho. Ao mesmo tempo, clientes
enfrentam filas maiores, dificuldade de acesso e um atendimento cada vez mais
limitado.
Outro aspecto criticado pelo
movimento sindical é a forma como o banco tem conduzido a digitalização dos
serviços. Embora a tecnologia seja parte das transformações do setor, sua
implementação vem ocorrendo como substituição, e não complemento, ao
atendimento humano, o que amplia a exclusão de parcela significativa da
população, especialmente em cidades do interior.
Além disso, o fechamento de
agências provoca impactos que vão além do sistema financeiro, atingindo
diretamente a dinâmica econômica local. A retirada de uma unidade bancária
compromete o comércio, reduz a circulação de recursos e enfraquece a rede de
serviços nas cidades.
Para o secretário-geral do
SINTRAFI, Waldir Recco, o problema não está na mudança em si, mas na forma como
ela tem sido conduzida.
“O banco precisa entender que
modernizar não pode significar eliminar empregos e abandonar a população. Há
caminhos mais responsáveis, que passam pela valorização dos trabalhadores, pela
qualificação profissional e pela manutenção de uma estrutura de atendimento que
realmente atenda às necessidades das pessoas.”
O SINTRAFI Barretos e região
segue mobilizado e atento aos desdobramentos desse processo, cobrando do banco
uma mudança de postura que coloque, de fato, as pessoas no centro de suas
decisões.
Fonte: SINTRAFI Barretos
.png)

.png)