Comitê Evolui: Exclusão do consultor de RH coloca em cheque critérios de avaliação no Itaú
O Itaú iniciou o processo de avaliação individual dos
funcionários. No entanto, diferentemente dos anos anteriores, o Comitê Evolui
passou a ocorrer sem a presença de consultores de Recursos Humanos nas
avaliações de cargos como Agentes de Negócios, Líderes e Gerentes. A
responsabilidade foi integralmente transferida aos superintendentes e aos
gerentes regionais de negócios de agências (GRNA’s).
A mudança tem gerado apreensão entre os trabalhadores, especialmente em relação
aos critérios adotados. Há a avaliação de que a ausência do RH pode ampliar a
percepção de subjetividade nas decisões. Mesmo quando os consultores
participavam do processo, já havia dificuldade por parte dos bancários em
compreender as avaliações, com frequentes questionamentos sobre a relação entre
o desempenho entregue e a classificação final. Com a condução exclusiva pelos
gestores, cresce a preocupação com interpretações individuais.
Também chegou ao conhecimento do movimento sindical que, na primeira reunião
realizada sem a presença de consultores de RH, cerca de 75% dos avaliados foram
classificados abaixo do esperado. O dado reforça o alerta sobre os critérios
utilizados, diante de um cenário em que os trabalhadores mantêm alto nível de
entrega e o banco registra resultados expressivos.
No processo, a partir da extração de dados da base de resultados do sistema, os
gestores ficam responsáveis por analisar aspectos como a concentração de
avaliações acima ou abaixo do esperado nas equipes, a presença significativa de
profissionais em prontidão ou em preparação para saída, além de possíveis
incoerências entre o momento de carreira, a avaliação de performance e outros
indicadores.
Cabe lembrar que, em anos anteriores, os gestores tinham a prerrogativa de
aplicar uma variação de até 0,20 para ajustar as avaliações, mecanismo que já
havia sido alvo de críticas do movimento sindical por possibilitar
interferências subjetivas nas decisões.
Diante desse cenário, o Sindicato reforça a cobrança para que o Itaú adote
medidas que garantam maior transparência no processo de avaliação, com
critérios claros, imparcialidade, coerência e equidade, além de dar ampla
publicidade a essas ações para assegurar a credibilidade do sistema.
Fonte: See/SP, com edição de SINTRAFI Barretos
