SINTRAFI, empregados e demais entidades sindicais apoiam candidatura de Fabiana Uehara para o CA da Caixa
O Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Barretos e região (SINTRAFI), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
(Contraf-CUT), a Fenae, APCEFs e diversas outras entidades representativas dos
empregados da Caixa Econômica Federal apoiam a candidatura de Fabiana Uehara
para a representação dos trabalhadores no Conselho de Administração (CA) do
banco. A votação do primeiro turno acontece entre os dias 4 e 6 de março. Todas
as empregadas e empregados da ativa têm direito a voto.
“A representação no CA é uma conquista histórica dos
trabalhadores e constitui um dos poucos espaços institucionais onde a realidade
do dia a dia das unidades pode chegar diretamente ao nível mais alto de decisão
da empresa”, afirmou o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto.
O Conselho
O Conselho de Administração é o órgão máximo de governança
da Caixa. É ali que são discutidas e aprovadas decisões que impactam
diretamente a organização do trabalho, programas internos, políticas de
pessoal, abertura e fechamento de unidades, além das prioridades estratégicas
do banco. Na prática, muitas das medidas que chegam às agências e departamentos
começam nesse espaço.
Atualmente, a legislação impede que a representação dos
empregados no Conselho de Administração participe da discussão e deliberação
pelo CA de pautas relacionadas diretamente às relações de trabalho. Não
obstante, o atual mandato da representante eleita leva as preocupações,
demandas e visão dos empregados a todos os fóruns dos quais participa.
Segundo o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados
(CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, a eleição é determinante para a defesa dos
direitos da categoria. “Sem a representação dos trabalhadores, o debate fica
restrito à lógica financeira. A presença de um conselheiro eleito garante que a
direção do banco ouça a realidade das unidades antes de tomar decisões que
afetam diretamente a vida dos empregados e o atendimento à população”,
explicou.
Nossa voz no CA
Durante o atual mandato, Fabiana Uehara levou ao Conselho
demandas relacionadas às condições de trabalho, defesa da Caixa 100% Pública e
de seu papel social. A atuação foi baseada na escuta permanente dos empregados
e na cobrança institucional junto à direção.
Entre os temas apresentados no CA estão os impactos do
programa Super Caixa, follow-on da Caixa Seguridade, metas e organização do
trabalho, Saúde Caixa e alteração do estatuto do banco, fechamento de unidades,
necessidade de contratações e problemas operacionais nas agências.
Para a secretária de Formação da Contraf-CUT e empregada da
Caixa, Eliana Brasil, a representação cumpre papel essencial na governança. “O
Conselho de Administração decide questões estratégicas. Ter uma representante
eleita significa levar para dentro dessas discussões a experiência concreta de
quem atende a população todos os dias. Isso qualifica as decisões e protege
tanto os empregados quanto o caráter público do banco”, ressaltou.
Novas propostas
- Condições de trabalho: levar ao Conselho os efeitos reais das metas e da
sobrecarga e cobrar planejamento antes de reestruturações.
- Saúde e qualidade de vida: acompanhamento permanente do Saúde Caixa e
prevenção do adoecimento relacionado ao trabalho.
- Valorização dos empregados: defesa de contratações e discussão sobre os impactos da redução do quadro.
- Caixa pública forte: defesa do papel social e debate sobre a transformação do banco, que atravessa fechamento de agências de varejo e criação de outras tipologias, com impactos sobre os empregados e o atendimento à população.
De acordo com o diretor da Contraf-CUT e representante da
entidade na CEE, Rafael de Castro, a eleição tem impacto direto no cotidiano
das unidades. “As decisões estratégicas do banco passam pelo Conselho. Ter uma
representante comprometida com a categoria ajuda a antecipar problemas e buscar
soluções antes que eles cheguem às agências. Por isso, a participação dos
empregados é fundamental”, destacou. “Além disso, é importante o apoio de
Contraf-CUT, da Fenae e de diversas entidades para aumentar a força da
representação e reforçar o compromisso com o conjunto dos trabalhadores”,
completou.
Quem pode votar e como participar
1. Acesse a rede interna da Caixa
O processo leva poucos minutos.
Caso haja segundo turno, a votação ocorrerá entre 18 e 20 de
março, com as duas candidaturas mais votadas.
Importância da participação
A eleição define quem levará à direção do banco a realidade
das agências, as preocupações com as condições de trabalho e a defesa da Caixa
pública.
“Não participar significa deixar que decisões estratégicas
sejam tomadas sem a voz de quem está no dia a dia de trabalho na Caixa. A
presença dos trabalhadores no Conselho fortalece a democracia interna e melhora
a qualidade das decisões”, reforçou Felipe Pacheco.
