COE Bradesco solicita o pagamento do PRB e banco nega
Em reunião online realizada na tarde desta quinta-feira
(12), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco solicitou ao
banco o pagamento da parcela fixa do Programa de Remuneração Bradesco (PRB). O
encontro foi fruto do pedido enviado pela Contraf-CUT no dia 6 de fevereiro, um
dia após a divulgação do balanço do banco.
Apesar do pedido e dos argumentos apresentados pelo movimento sindical, o
Bradesco manteve a negativa e informou que não tem alterativa para o tema,
alegando insegurança fiscal e jurídica para não realizar o pagamento.
A cobrança ocorre porque a ROE anualizada do banco fechou em 14,8%,
ligeiramente abaixo do primeiro gatilho de 15,5% exigido para o pagamento
automático da parcela fixa do programa. A diferença foi inferior a 1 ponto
percentual, o que, na avaliação dos trabalhadores, não justificaria a exclusão
do pagamento.
Para a Erica de Oliveira, coordenadora da COE Bradesco, a postura do banco não
reconhece o esforço dos trabalhadores e penaliza quem construiu os resultados
ao longo do ano. “A diferença para o gatilho foi mínima, mas o impacto para os
trabalhadores é grande. O Bradesco apresentou seus argumentos para negar o
pagamento e encerrou o debate, desconsiderando o empenho dos funcionários que
ajudaram a sustentar os resultados do banco”, critica Erica.
Ela também destacou que o movimento sindical apresentou alternativas para
viabilizar o pagamento sem ferir questões fiscais, como realizar o pagamento do
PRB ainda em 2025 ou incorporar o valor ao vale-alimentação, mas todas foram
rejeitadas pelo banco. “Apresentamos caminhos possíveis, mas não obtivemos
sucesso.”
O PRB seria no valor de mil reais e pago aos trabalhadores que não são da força
de vendas e para os elegíveis ao supera que não bateram suas metas.
Fonte: Contraf-CUT
