Chuvas em Minas Gerais mobilizam Comitê de Crise do BB, protocolo instituído na Campanha Nacional 2024
A grave situação provocada pelas fortes chuvas na Zona da
Mata mineira levou o movimento sindical bancário, representado pelo Sindicato
dos Bancários de BH e Região, a acionar a Superintendência de Minas Gerais do
Banco do Brasil (Super-MG) para apurar as providências adotadas pela
instituição diante do cenário de calamidade.
Em resposta, o banco informou que o Comitê de Gestão de Crise foi prontamente
acionado e que todas as agências da região tiveram suas condições avaliadas
ainda nas primeiras horas, com monitoramento permanente das equipes. Segundo a
Super-MG, três agências foram fechadas, com evacuação preventiva dos prédios e
acionamento de avaliação técnica das instalações.
O banco também acompanha a necessidade de adoção de Trabalho Remoto
Institucional (TRI) para empregados com deslocamentos prejudicados. Até o
momento, não há relatos de funcionárias e funcionários do BB com danos pessoais
ou materiais, e o monitoramento foi estendido aos trabalhadores terceirizados.
Em Juiz de Fora, os empregados foram dispensados assim que as chuvas se
intensificaram, priorizando o retorno seguro para casa.
A ativação do comitê tem significado especial por ser resultado de uma
reivindicação do movimento sindical após a calamidade registrada no Rio Grande
do Sul no ano passado. A criação de um protocolo específico para situações de
desastres naturais passou a integrar a Convenção Coletiva dos Bancários
2024/2026, com o objetivo de agilizar decisões e garantir respostas rápidas em
contextos de emergência.
Para a coordenadora da Comissão Nacional dos Funcionários do BB, Fernanda
Lopes, o momento comprova a importância da conquista. “Depois da calamidade no
Rio Grande do Sul, o movimento sindical reivindicou a criação de um protocolo
que garantisse mais agilidade e organização nas respostas do banco em situações
semelhantes. O Banco do Brasil atendeu à demanda, e agora esse comitê está
sendo acionado pela primeira vez. É uma ferramenta importante de apoio aos
funcionários que passam por essa tragédia”, afirmou.
Ela ressalta que a existência de um fluxo formal de atuação faz diferença
concreta na vida dos trabalhadores. “Quando há um protocolo definido, as
decisões deixam de ser improvisadas. Isso dá mais segurança para quem está na
ponta e precisa de orientação rápida, seja para fechamento de agência, dispensa
de equipes ou outras medidas de proteção.”
Fonte: Contraf-CUT, com edição de SINTRAFI Barretos
