Golpe militar de 1964 completa 61 anos
Em 31 de março de 1964, há exatos 61 anos, o Brasil vivia um
dos momentos mais sombrios de sua história: o golpe militar que depôs o então
presidente João Goulart e deu início a um regime autoritário que duraria até
1985. Durante mais de duas décadas, o país enfrentou a supressão de direitos,
censura, tortura e assassinatos de opositores políticos.
Neste aniversário da ruptura democrática de 1964, é fundamental
reforçar a importância da democracia, dos direitos humanos e da soberania
popular.
“Recordar este passado é uma ferramenta para a justiça e é também
um passo vital na prevenção da recorrência dos eventos que conduziram à
violação da democracia e de tantos direitos. Que este dia sirva para lembrar a
existência e a importância de defendermos a democracia, e que sirva também de
lembrança da necessidade de proteger aqueles que dedicam suas vidas para contar
a verdade. O Sindicato, como entidade cidadã, segue em defesa da memória
histórica para que nunca mais aconteça”, ressalta o presidente do Sindicato dos
Trabalhadores do Ramo Financeiro de Barretos e região, Marcelo Martins.
A data também foi marcada por reflexões sobre a necessidade
de preservar a memória histórica. Para a secretária de Políticas Sociais da
Contraf-CUT, Elaine Cutis, recordar o golpe é um compromisso com a verdade, a
justiça e a democracia.
“É fundamental honrar a resistência daqueles que lutaram
pela liberdade e pelos direitos fundamentais, muitos dos quais pagaram com suas
vidas”, afirmou.
Elaine Cutis também alertou sobre os perigos do revisionismo
histórico que tenta minimizar os crimes cometidos durante a ditadura.
“Num momento em que discursos revisionistas e negacionistas
tentam minimizar os crimes da ditadura, é nosso dever reafirmar: ditadura nunca
mais. O golpe militar de 1964 e suas consequências permanecem como um capítulo
essencial da história do Brasil. Preservar a memória desse período é essencial
para que as gerações futuras nunca permitam que a história se repita.”
Fonte: Contraf-CUT, com edição de SINTRAFI Barretos